terça-feira, 24 de maio de 2011

O Koringa de três letras

E quando o fogo da nova chama se apaga
E a fumaça de um drama está por vir
Ele reaparece como o vento
- Que leva tudo embora
E traz tudo de volta.

Mas são nessas horas que me vejo
Cada vez mais forte; e ele cada vez mais fraco
E deixo nas mãos do destino
Porque ainda não sei escolher

Se o quero
Se não o quero.

Largo, literalmente, a razão de lado
E fico com medo de pensar
Como vai ser
Quando o Koringa vier me chamar

Mais uma vez.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Moda da vida

Ok. Vamos começar pelo final desta vez: Uma mulher tem um despertar dramático. Acorda em um domingo com o rímel borrado no canto dos olhos, cabelo com nós e uma vontade de alguma coisa que não se sabe ao certo o que é.
Ela acorda e vê a chuva pela janela, carregando suas dúvidas e descarregando suas últimas energias. E essa vontade de alguma coisa que não se sabe ao certo o que é, passa a ter um nome: vontade de complicar.
Sim, ela é o típico exemplo da mulher indecisa. Que mergulha de cabeça. Que sonha. Que é ansiosa. Que quer sempre mais.
Os dias que antecederam seu domingo haviam sido dias de conquistas, simples e belas conquistas. Mas ela simplesmente as ignorava a procura de alguma possível falha deixada para trás.
Isso está errado!
O que vai acontecer daqui pra frente, daqui ha uma semana, daqui ha um mês, ou amanhã; é problema do futuro e não dela. Que insiste em estar sempre lá na frente... dela mesma.
Está na hora de aproveitar a sinceridade de uma nova paixão. E não de torná-la uma agústia revivida!
Falsas esperanças, só vêm junto com falsos sinais, ou falsas morais.
Quem tem a verdade inteirinha para consumir, uma verdade boa e gostosa, não precisa de falsas esperanças.
Complexo? Não, nem um pouco.
Vou explicar: Eu quero dizer, que as vezes temos tudo que precisamos e em vez de aproveitarmos o momento, ficamos catando os defeitos para evitar uma falha.
Falhas não devem ser evitadas. E defeitos, minha querida, existem em tudo neste mundo.
E eu digo, então, para essa mulher que passa o dia todo esperando um encontro e lembrando dos antigos, e a noite toda sonhando com o que ainda não aconteceu: Relaxa. Relaxa e viva.
Ela foi a prova de que só esquecemos um amor antigo quando nos permitimos sentir algum sentimento novo. Também foi a prova de que um "não" para alguém que merece um não, tem o mesmo efeito do que achar uma nota de cem perdida na bolsa. Melhor ainda, foi a prova de que as vezes descobrimos que certas pessoas nem eram tão especiais assim e nem esse "não" vão merecer. No lugar disso, elas merecem simplesmente serem ignoradas. E perceber isso, é a mesma sensação do que achar várias notas de cem emboladas numa bolsa.
Naquele domingo dramático ela estava cheia de notas de cem, e ainda assim sem animação.
É. Devemos ficar felizes pelas nossas conquistas. Comemorar uma nova fase.
E, dando continuidade a metáfora, sermos novas milionárias.
Aproveite o novo status em vez de recalcá-lo. O antigo só tem vez de novo na moda. Na vida, no amor, na rotina, o que vale é sempre o novo. Viva todos os dias como se fosse uma estréia!

domingo, 1 de maio de 2011

Despedida repentina

E um dia ele simplesmente não estava mais lá.
O coração não batia mais forte ao ouvir o nome dele
E nem fazia com que ela se sentisse quente e vermelha com a sua presença.
Ele simplesmente não habitava mais seu corpo e sua mente.
E se ainda habita, é quase despercebido
Pois, finalmente, cedeu lugar a um montão de novas sensações
e novas pessoas
Muito mais maravilhosas - se é que ele realmente já foi maravilhoso -
e intensas.
E é através de um texto pequeno e sutil
Que ela anuncia a sua partida
Que de dolorosa nada teve
para o seu coração.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Reconstrução

Brilho nos olhos, brilho em todos os fios do cabelo.
Sorriso sincero, sem motivos, mas sincero.
É como se um ventilador a seguisse em todo o seu caminho
tornando o seu andar sensual e o balanço de seu cabelo perfeito.
Ela tomou o seu tempo pra se recolher e sofrer. Afinal, ninguém é de ferro.
E agora está ali, radiante e única.
E ela merece todos os elogios.
Afinal, quase ninguém é singular.

Impulsividade

E no meio daquela noite
Eu te enchia de palavras sem sentido - O que chamam de papo furado
Só pra te manter ali.
Até que uma hora
Eu não consegui segurar a curiosidade
Daquele dia em que você me ligou de madrugada
E eu não atendi.
"O que você queria comigo, se estava com ela?"
Te pergunto, de uma só vez.
E sem receber uma resposta concreta
Eu grito que te amo
Te soco no estômago algumas vezes
E imploro pra que você vá embora
E não apareça nunca mais.
Você diz que não conseguiria me dizer adeus para sempre
E muito menos me largar ali
Perdida em dúvidas e em lágrimas
E não parava de me olhar.
E foi ai que nos abraçamos
E choramos
Pelo seu orgulho idiota
E nossos erros infantis
Até que você realmente virou as costas e se foi.
Voltou pra ela
E pra bem longe de mim.
Porque simplesmente não sumiu de vez? Para sempre?
Bem que você avisou.

Minha Culpa

Eu já te abracei no frio da madrugada e deixei suas lágrimas da dor de uma perda rolarem pelo meu ombro. Já te tirei da chuva, embaixo de mais lágrimas que te afundavam na mesma dor, e consegui te arrancar um sorriso. Já escutei seus medos e esperei eles irem embora até o sono conseguir te embalar. Já te perdoei. E também já implorei pelo seu perdão. Implorei pois percebi o quanto eu gostava de você e tinha medo de te perder. Já suspirei enquanto você admirava minhas costas nuas com o carinho das suas mãos: "acho que estou gostando de você". E ouvir você concordar fez meu coração estalar de alívio. Mas, confesso, ele também estalava de insegurança. Aquilo tudo era muito pra mim. Muito e muito novo. E cada vez mais eu me envolvia na insegurança do meu sentimento.
E a culpa que carrego e agrego a você é a de ser seu anjo, seu porto seguro, e mesmo assim ter te ferido. Logo naquele momento em que jurei de olhos fechados, com você no meu colo, que a sua dor seria a minha dor; e que, assim, eu jamais te abandonaria.
Eu deveria saber o tamanho do seu orgulho. E dos seus limites. E eu sabia, mesmo assim te desafiei.
Acontece, que você sabia que eu não tinha limites com você. E me desafiou também.
E depois de tantas brigas e amores, você, a partir dali, me prendia totalmente ao mesmo tempo que me deixava. Já eu, passei a sonhar todas as noites com a sua volta, mas no fundo me matava numa ilusão de que você nunca mais iria voltar. E você voltou. Você sempre volta...
Só que dessa vez, depois de muito tempo, eu tinha conseguido te esquecer. E quis provar isso pra você e para todo mundo.
Ai é que foi o outro erro. Talvez o pior de todos: Eu me enganei.
Quis me mostrar independente. Mudada. Mulher. Crescida. E consegui.
Mas quem disse que você havia se apaixonado por esta pessoa? Não, você gostava era da outra versão de mim.
E quanto mais eu me tornava uma mulher casual na sua vida, que pouco se importava com nada. Menos valor você me dava e parecia se afastar.
E depois desta última recaída eu desabei. Chorei igual a uma criança com medo. Abracei meu travesseiro e não dormi a noite inteira, pensando em que pessoa péssima eu havia me tornado para você. Será que agora essa sou eu de verdade? Porque não pode ser tudo como era antes? E agora já era: minha imagem estava mudada. Eu já havia me entregado por inteiro.
Sim; você podia falar que eu era sua a hora que fosse, do jeito que fosse. E eu não poderia negar.
Mas quer saber? Porque eu me importo tanto em ser perfeita o tempo todo? Isso tá errado! Na verdade, depois dessa última volta eu já não sentia o mesmo por você. Na verdade, eu não sentia quase nada além de vontade de, justamente, te provar o quando eu era perfeita. E nesses tempo que passou - de textos escritos pra você e sonhos desperdiçados aguardando a sua volta - eu realmente cresci. E quer saber mais? Eu gostei de tudo que aprendi com essa nova mulher sem limites. Ela está longe de ser perfeita. Mas e daí? Essa não sou eu. Vou levar comigo apenas o que ela me ensinou de bom. Afinal, ninguém é perfeito e quanto mais tentamos ser, menos perfeição alcançamos.
Essa culpa toda tem que ir embora. Se sou realmente seu anjo, sua segurança; um dia você vai dar valor. E ME convencer disso. Porque a partir de agora, eu quero me convencer do contrário.
Enquanto estou aqui vomitando essas palavras, você provavelmente dorme tranquilo. E com a sua dor superada. Agora é hora de olhar pra frente e seguir minha vida. Quero voltar a dormir bem e me amar bem, do jeito que eu sou.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Aviso Prévio

Ela está sendo avisada. Ele está sendo avisado.
E os dois se avisam o tempo todo e não conseguem reagir.
Dentro do carro, sentados, parados; se olham fixamente diante da notícia mais pesada que receberam juntos. E, o pior, que caiu como uma luva - eles não podem negar.
E ali mesmo, sem cinto de segurança, que poderia defendê-los do medo do futuro ou da saudade do passado, conseguiam se alcançar - e se encontrar - em intermináveis beijos e lágrimas. E aquele abraço forte depois de toda essa carícia, não vinha mais com o "eu te amo, vamos tentar mais uma vez" como sempre acontecia.
Agora, com os cintos apertados - corações apertados - eles seguem de volta pra casa.
Juntos.
Separados.
Juntos ou separados?
Juntos por causa de um carro que anda devagar com medo de chegar rápido demais no destino que já é esperado.
E separados por um turbilhão de palavras jogado em cima dos dois; que significava na concordância do tal destino esperado.
E durante o caminho
Longo
Vazio
Chuvoso
Escuro
Massacrante
Outros turbilhões de palavras estavam ali. Só que dentro de cada um.
O carro parou, as lágrimas já habiam secado.
Estava tudo tranquilo, mas parecia tudo muito certo e errado. Era literalmente um paradoxo sem fim.
Ela então se levanta e bate a porta...
Olhando pra baixo, pra trás, pros lados.
Ela insiste no medo de olhar pra frente.
Já ele, segue com seu carro.
O aviso está dado
Mas sem data certa
Sem hora marcada.
A angústia de viver numa indecisão tão certa e decidida cabe apenas aos dois
Medrosos e covardes
Que não são capazes
de matar um amor sem fim - E quem é?
E nesse dilema
Que dessa vez não é clichê,
ela se depara com outros diversos caminhos até seu destino tão certo.
Caminhos que não são tão cruéis.
Cabe a ela tomar coragem de olhar pra frente e seguir.
cabe a ele tomar coragem de deixá-la seguir.
E quem sabe, assim, não descobrem o que tanto procuram?
Ninguém sabe. Muito menos eles.

sábado, 26 de março de 2011

Sabe o que é?

Sabe o que é?
Eu quero chegar em casa e ter alguém me esperando com brigadeiro.
Quero minhas temporadas de friends separadas ao lado da TV e em frente a minha cama grande e cheia de almofadas.
Sabe o que é?
Eu to cansada de dirigir em um trânsito infernal e não poder chegar em casa e descansar tranquila...
Porque simplesmente não tenho ainda essa estabilidade.

Preciso me distrair de outro modo, senão fico melancólica
Preciso conhecer gente nova, das velhas nenhuma me atrái mais
Preciso estar bonita por fora, pra sentir por dentro.
Cansei disso tudo.
Literalmente cansei; meu corpo está pedindo arrego.
Aconchego.
Chamego.

Sabe o que é?
É querer continuar saindo e bebendo
Mas sem me preocupar com nada porque vai estar alguém ali.
Quero acordar de ressaca sim -porque não? acontece- mas olhar pro lado e sentir um abraço
E um copo d'água separado na cabeceira.

Sabe o que é?
To afim de continuar tão bem com as minhas amigas como estou agora
Mas quando encontrá-las, quero contar como tem sido amar alguém.
E como tem sido ser amada.

Quero escrever textos romanticos e não de ilusão.

Quero ler mais textos
Quero me encontrar.
E, dessa vez, sem me perder no meio do caminho.
Sabe o que é?
Acho que estou mudando de fase; descascando cada pedacinho meu que eu não conhecia.

Sabe o que é?
É que eu achei que nunca fosse sentir isso
Sempre me senti maravailhosamente bem sozinha, quase completa.
Buscava em amigos, família, casos e distração tudo que eu precisava
E achava.
Não acho mais.

Quero sair do casual, do meu original, do normal.
Quero me descascar ainda mais e juntar cada pedacinho meu;
Entende-los e depois guardá-los bem escondidos
Para me reconstruir de verdade.

Quero me jogar sem razão e sumir por aí
Como a fumaça de um doce cigarro, que flutua livre e incomoda quem tem que incomodar.
Quero tesão, carinho, risadas, lágrimas e intensidade. Quero tudo, tudo, tudo.
Tudo que é de verdade.

Sabe o que é? É isso tudo aí.

quarta-feira, 23 de março de 2011

Não Mais

No fim de um caderno
No escuro do quarto
No meio da madrugada
No ócio do silêncio.

No começo de uma página
Na sobriedade de mim mesma
No final de uma ilusão
No auge do desencontro
Ocorreu o encontro

E ali mesmo desencantou.
O show acabou.

A vida tá lá fora
Então, pára, por favor
De me acordar
De me agoniar
De me traumatizar.

Seus pesadelos, meus pesadelos
Não me assustam mais.

Meu ponto de vista, meu ponto final.

Porque sempre antes de sair a noite com as minhas amigas eu fico imaginando como vai ser se você for? Essa incerteza complexa sempre me prende em dúvidas e angonias...
E quando eu saio de casa: linda, cheirosa e confiante; te procuro, mesmo sem te procurar, toda hora. E pior: te acho, mesmo sem te achar, em várias pessoas.
E do nada você chega. É como se fosse uma parada cardíaca. Meu coraçao acelera e depois desacelera, fazendo uma dorzinha interessante em forma de arrepio. E eu já não sei mais porque estou sorrindo se eu estava chateada com você. Aliás, eu estava chateada com você porque...?
E mesmo tendo certeza de que estou linda e cheirosa, a minha insegurança repetina faz com que eu cheque mil vezes, antes de nos esbarrarmos, se estou realmente nestas condições.
E ai você me vê.
Fudeu.
Tento fingir que só você viu - Tudo bem, afinal eu não uso óculos na boate, posso por a culpa neles e dizer que não te reconheci - mas, calma, você sabe que eu só uso óculos porque me acho sexy com eles, na verdade tenho 0,25 de grau. Ou então não, você nem prestou atenção quando eu te contei isso. Melhor ainda: me explicar pra que?

O que importa é que eu me enrolo; Sempre me enrolo quando te vejo.
Desajeitada e envolvida por sentimentos estranhos e uma atração física bizarra; eu te comprimento.
Aqueles segundos em que tenho certeza que você está me olhando, me reparando e me desejando são tão maravilhosos... Depois deles já não importa mais o meu estado.
Me passe uma dose de vodka, por favor.

E então, do nada, eu me transformo em uma louca apaixonada, em uma tarada sem limites; e não só esqueço do porquê estava chateada com você, como também esqueço de tudo que já foi ruim.
Eu só quero você. Eu só quero m-u-i-t-o você!

Depois que nosso caso voltou casualmente, os assuntos longos sobre nossas famílias, vidas e todo o clichê que pessoas com intimidade utilizam, foram diminuindo. Ah, lembrei! Esse é um motivo de estar chateada com você: Ultimamente não conversamos mais. Nossa, realmente... Você nunca mais me perguntou como eu estava. Como minha cachorra estava. Como ia a faculdade ou o que eu estava pensando naquela hora. Ultimamente você só queria tirar a minha roupa. E eu queria despir não só o seu corpo - mesmo mentindo para mim mesma que era só isso que eu queria. É, esse é definitivamente um motivo; e dos bons! Então, calma. "Vou chegar pra lá e esquecer dele hoje". Afinal, não preciso disso. Sou maior. Sou melhor. Tem vários aqui que me querem. Sexo? Ah, quem já não teve por tanto tempo aguenta mais um pouco até achar outro alguém.
Eita, mentira... Mais uma dose?

Ok. Já estou mais do que alegre e as músicas que estão tocando me tiram do sério. Cada uma me lembra você de um jeito, ou o que eu quero fazer com você - e te espancar está valendo também. E eu lembro dos outros motivos; lembro de antigamente; lembro de tudo.
E ai fudeu mais ainda: Eu quero esquecer. Não você, mas meus motivos que me impedem de te querer.
E esse efeito de droga, de falta de resistência e não raciocínio que você me causa é uma merda. Eu quero me livrar de tudo isso junto, mas antes quero ter certeza de que não vou sofrer mais ainda sem isso tudo.

E lá estamos nós conversando, brigando e rindo; do jeito que a gente gosta. E entre beijos e suspiros, se passam pensamentos pela minha cabeça.
Eu já sei como isso vai acabar... Mais uma vez vamos estar juntos numa sincronia perfeita, como numa ópera (ou num funk, porquê não?). E mais uma vez eu vou virar os olhos, jogar os cabelos molhados pro lado e cair de quatro pra você. Mais uma vez vou falar coisas obcenas, fazer tudo, fazer aquela cara que você pede pra eu não fazer quando não vai poder me agarrar ali mesmo. Mais uma vez vou cochichar meus sentimentos, te dizer e demonstrar o quanto eu gosto de você, e só de você. E nesse hit que sei de cor, mas que com certeza não é rotina, você desafina. E me decepciona, mais uma vez.

Perai. NÃO, chega.

Te empurro pra trás, na boate. "Você não vale nada!". Ouviu? "Nem um centavo!". É você que não vale nada. Que não tem coragem de assumir o que pensa ou de pensar o que sente. Que julga todas as mulheres com quem se envolve. Que tem medo de se envolver. Que eu já mahuquei sim, mas que já me criou traumas e pesadelos. É você, e não eu, que faz tudo isso sem motivos e não respeita os meus. Aliás, você nem deve acreditar em muita coisa. A desilusão maior, da vida, provavelmente é sua. A minha ilusão se resume a uma pessoa. Uma pessoa que já foi boa e ruim e me ensinou muito, agora já não me acrescenta em nada: Você.

Meu problema não é com os homens, é o seu excesso de masculinidade. Meu vício não é em cafajeste, é na culpa que você agregou em mim. Meu vício, meu mal. Que estão caindo no chão junto a você depois do meu empurrão.
E lá mesmo eu consigo te deixar.
Não me preocupo mais com a sua saúde ou com o seu emocional. Não é mais problema meu a partir dali.
E quando eu me virar, pode olhar pela última vez a minha cara de safada - que faço questão de fazer - e pensar que nunca mais vai ter ela pra você...
E nem tempo deu pra fazermos todas as loucuras que eu queria. Dá até vontade de rir nesse momento. O coitado é você que está ai no chão e vai perder tudo aquilo que está bem aqui no topo, no alto: EU.
Me submeti a todos os status que uma mulher viciada pode se submeter. E você desacreditou. Tentei de todas as formas. Te dei amor mesmo sem te amar e te amei mesmo sem ser correspondida. Desculpa, mas eu fui foda com você. Reconheça ou não. Eu sou superior, sempre fui, mas só hoje eu percebi.
Bom, é isso...Tchau. Esse é o final que eu escolhi. Meu ponto final. A cena pode não ter sido essa, mas é essa a minha moral.