E você
já teve medo?
De ser muito pouco
pra alguém que parece ser tudo?
De ir atrás
e se entregar?
De assumir um erro?
E de chorar?
Você já sonhou
com um final de tarde
de pernas pro ar
num som acústico
e borboletas no estômago?
Você já se deu conta
De que é mais romântico do que imaginava
E que é mais ansioso do que devia?
Você já quis tanto
Que chegou a doer?
Já se iludiu em palavras
E se perdeu em atitudes?
Você se acha confuso?
Está confuso?
Eu também.
"Não quero ter a terrível limitação de quem vive apenas do que é passível de fazer sentido. Eu não: quero uma verdade inventada." Clarice Lispector
terça-feira, 21 de junho de 2011
terça-feira, 14 de junho de 2011
Aprovada?
E eu continuo sem entender porque nunca consigo dormir cedo mesmo tendo acordado cedo. É como se deitar na cama acionasse um botão que me fizesse pensar em toda a minha vida. No que já passou, no que poderia acontecer e no que certamente vai acontecer.
Não sei se só é assim comigo, mas sinto como se eu fosse um eterno conflito de coerências: No dia a dia comparo minha vida à um seriado, onde os episódios são sempre diferentes e emocionantes; mas toda noite comparo meus desejos à um conto de fadas perfeito, com calmaria, estabilidade e paz.
Qual dessas será eu mesma?
Ser a mistura das duas está me deixando confusa. Será que nunca vou saber quem sou de verdade?
Meus olhos pesam, mas não se fecham... E quando finalmente adormeço, meus sonhos não se desconectam da junção desses dois mundos dentro de mim.
Tenho notado uma insistência do lado "conto de fadas" em dominar. Acho que realmente estou cansada de uma vida sem limites.
Mas, para isso, preciso primeiro me permitir sair não desses mundos internos, e sim do meu mundo externo real. Devo me livrar das pessoas que não me acrescentam em nada, pelo contrário, só me diminuem.
Sinto como se não tivesse saído do mesmo lugar desde a primeira vez em que fiz alguma besteira na minha vida e que ouço os mesmos conselhos.
E aí procuro julgamentos, opiniões... Me procuro eternamente na esperança de quebrar a cara comigo mesma e notar o quanto eu sou boa demais pra aquilo tudo.
O problema é que sempre empaco. O obstáculo imposto justamente para me fortalecer e me ensinar, sempre me derruba e me convence a desistir de tentar.
Mas desistir de tentar o que? Ser eu mesma?
Por isso que eu nunca consigo. Porque tento.
Não tenho que tentar nada, provar nada. E melhor: Não preciso de aprovação.
O que eu sou mostro em atitudes espontâneas no dia a dia, pra quem quer reparar em mim. Não adianta forçar ser algo que eu já sou naturalmente. Fica feio. Fica falso. Estraga. E talvez esteja aí o problema que impulsiona todos esses meus erros que se afogam dentro de mim, me sufocando num labirinto sem fim: A (enorme) vontade - ou poderia dizer necessidade? - de obter a aprovação alheia pelo que sou.
Será que eu preciso mesmo disso?
Não sei se só é assim comigo, mas sinto como se eu fosse um eterno conflito de coerências: No dia a dia comparo minha vida à um seriado, onde os episódios são sempre diferentes e emocionantes; mas toda noite comparo meus desejos à um conto de fadas perfeito, com calmaria, estabilidade e paz.
Qual dessas será eu mesma?
Ser a mistura das duas está me deixando confusa. Será que nunca vou saber quem sou de verdade?
Meus olhos pesam, mas não se fecham... E quando finalmente adormeço, meus sonhos não se desconectam da junção desses dois mundos dentro de mim.
Tenho notado uma insistência do lado "conto de fadas" em dominar. Acho que realmente estou cansada de uma vida sem limites.
Mas, para isso, preciso primeiro me permitir sair não desses mundos internos, e sim do meu mundo externo real. Devo me livrar das pessoas que não me acrescentam em nada, pelo contrário, só me diminuem.
Sinto como se não tivesse saído do mesmo lugar desde a primeira vez em que fiz alguma besteira na minha vida e que ouço os mesmos conselhos.
E aí procuro julgamentos, opiniões... Me procuro eternamente na esperança de quebrar a cara comigo mesma e notar o quanto eu sou boa demais pra aquilo tudo.
O problema é que sempre empaco. O obstáculo imposto justamente para me fortalecer e me ensinar, sempre me derruba e me convence a desistir de tentar.
Mas desistir de tentar o que? Ser eu mesma?
Por isso que eu nunca consigo. Porque tento.
Não tenho que tentar nada, provar nada. E melhor: Não preciso de aprovação.
O que eu sou mostro em atitudes espontâneas no dia a dia, pra quem quer reparar em mim. Não adianta forçar ser algo que eu já sou naturalmente. Fica feio. Fica falso. Estraga. E talvez esteja aí o problema que impulsiona todos esses meus erros que se afogam dentro de mim, me sufocando num labirinto sem fim: A (enorme) vontade - ou poderia dizer necessidade? - de obter a aprovação alheia pelo que sou.
Será que eu preciso mesmo disso?
segunda-feira, 30 de maio de 2011
Exagero de expressões
Hoje eu fui a leitora de vários textos. Me encontrei em histórias de pessoas diferentes. Deixei que lessem minha alma em voz alta, pra mim mesma.
Hoje eu tirei férias do meu eu. Saí do caminho e parei pra descansar.
Desabafar.
Confesso que me saio melhor naquilo que faço bem. E, definitivamente, o que faço bem é ser feliz.
Sofrer não é comigo. Não mesmo.
Eu me torno dramática demais, repetitiva demais, melancólica demais, desiludida demais, chata demais. Eu me torno um monstro obcecado pela tristeza.
Acho que por ser constantemente feliz, quando triste, eu confundo as coisas.
Na felicidade não tem problema mergulhar. Exagerar. Tem?
Na tristeza eu sei que sim...
O lado bom é que admito estar mal. Não escondo e guardo tudo pra mim mesma, me sufocando em agonias e medos. Eu boto pra fora. Vomito, cuspo, grito e berro. Não admitir um sofrimento e tentar escondê-lo, na maioria das vezes, é pior. Bem pior.
Mas o lado ruim é que consumo demais tudo isso. Sei lá, parece que eu não sou como as pessoas normais. Não consigo simplesmente relevar algumas coisas. Quando estou triste, parece que tudo vem a tona. A tristeza daquele dia de quatro anos atrás volta pra me atormentar e eu começo a me sentir uma covarde por me arrepender dos meus erros. Ou uma egoísta por agir pensando no meu bem.
Ou seja, quando eu fico triste eu fico triste mesmo. Quem para o carro ao lado do meu no sinal, percebe. Quem me abraça, sente. Quem me ama, sofre comigo.
Sou o tipo de pessoa exagerada até no que não gosto. Mas exagero exagerado não dá, né?
Então já que eu sei que sou assim, pra que gravar um novo CD pro carro com músicas que parecem ser a trilha sonora de uma cena em que a menina corta os pulsos? Pra que não dormir escrevendo sobre isso que me faz chorar? Pra que? Tortura.
Mas, aqui estou eu. Com o CD gravado e o texto feito.
Afinal, um exagero de expressões é isso. É um paradoxo entre querer e ser. É saber o que quer que saibam, mas não saber como falar. Ou falar de qualquer jeito sem saber se quer mesmo que saibam.
Então mesmo sem entender o meu jeito, eu desabafo mais uma vez. Mesmo sem conseguir me achar em meio a tantos conselhos e lágrimas, eu desabafo mais uma vez.
Porque a vida é assim. É uma tortura quando se está triste, mas passa. E quando se está feliz... Ah, quando se está feliz eu não preciso explicar: É um ótimo exagero de expressões.
Expressões de exageros que me aguardam com o nascer do sol de daqui a pouco. E me darão forças pra quebrar o CD. E ao reler este texto eu nem vou me comover. Afinal, vou estar completamente mergulhada na minha felicidade. Então, licença, estou indo dormir.
Hoje eu tirei férias do meu eu. Saí do caminho e parei pra descansar.
Desabafar.
Confesso que me saio melhor naquilo que faço bem. E, definitivamente, o que faço bem é ser feliz.
Sofrer não é comigo. Não mesmo.
Eu me torno dramática demais, repetitiva demais, melancólica demais, desiludida demais, chata demais. Eu me torno um monstro obcecado pela tristeza.
Acho que por ser constantemente feliz, quando triste, eu confundo as coisas.
Na felicidade não tem problema mergulhar. Exagerar. Tem?
Na tristeza eu sei que sim...
O lado bom é que admito estar mal. Não escondo e guardo tudo pra mim mesma, me sufocando em agonias e medos. Eu boto pra fora. Vomito, cuspo, grito e berro. Não admitir um sofrimento e tentar escondê-lo, na maioria das vezes, é pior. Bem pior.
Mas o lado ruim é que consumo demais tudo isso. Sei lá, parece que eu não sou como as pessoas normais. Não consigo simplesmente relevar algumas coisas. Quando estou triste, parece que tudo vem a tona. A tristeza daquele dia de quatro anos atrás volta pra me atormentar e eu começo a me sentir uma covarde por me arrepender dos meus erros. Ou uma egoísta por agir pensando no meu bem.
Ou seja, quando eu fico triste eu fico triste mesmo. Quem para o carro ao lado do meu no sinal, percebe. Quem me abraça, sente. Quem me ama, sofre comigo.
Sou o tipo de pessoa exagerada até no que não gosto. Mas exagero exagerado não dá, né?
Então já que eu sei que sou assim, pra que gravar um novo CD pro carro com músicas que parecem ser a trilha sonora de uma cena em que a menina corta os pulsos? Pra que não dormir escrevendo sobre isso que me faz chorar? Pra que? Tortura.
Mas, aqui estou eu. Com o CD gravado e o texto feito.
Afinal, um exagero de expressões é isso. É um paradoxo entre querer e ser. É saber o que quer que saibam, mas não saber como falar. Ou falar de qualquer jeito sem saber se quer mesmo que saibam.
Então mesmo sem entender o meu jeito, eu desabafo mais uma vez. Mesmo sem conseguir me achar em meio a tantos conselhos e lágrimas, eu desabafo mais uma vez.
Porque a vida é assim. É uma tortura quando se está triste, mas passa. E quando se está feliz... Ah, quando se está feliz eu não preciso explicar: É um ótimo exagero de expressões.
Expressões de exageros que me aguardam com o nascer do sol de daqui a pouco. E me darão forças pra quebrar o CD. E ao reler este texto eu nem vou me comover. Afinal, vou estar completamente mergulhada na minha felicidade. Então, licença, estou indo dormir.
terça-feira, 24 de maio de 2011
O Koringa de três letras
E quando o fogo da nova chama se apaga
E a fumaça de um drama está por vir
Ele reaparece como o vento
- Que leva tudo embora
E traz tudo de volta.
Mas são nessas horas que me vejo
Cada vez mais forte; e ele cada vez mais fraco
E deixo nas mãos do destino
Porque ainda não sei escolher
Se o quero
Se não o quero.
Largo, literalmente, a razão de lado
E fico com medo de pensar
Como vai ser
Quando o Koringa vier me chamar
Mais uma vez.
E a fumaça de um drama está por vir
Ele reaparece como o vento
- Que leva tudo embora
E traz tudo de volta.
Mas são nessas horas que me vejo
Cada vez mais forte; e ele cada vez mais fraco
E deixo nas mãos do destino
Porque ainda não sei escolher
Se o quero
Se não o quero.
Largo, literalmente, a razão de lado
E fico com medo de pensar
Como vai ser
Quando o Koringa vier me chamar
Mais uma vez.
segunda-feira, 16 de maio de 2011
Moda da vida
Ok. Vamos começar pelo final desta vez: Uma mulher tem um despertar dramático. Acorda em um domingo com o rímel borrado no canto dos olhos, cabelo com nós e uma vontade de alguma coisa que não se sabe ao certo o que é.
Ela acorda e vê a chuva pela janela, carregando suas dúvidas e descarregando suas últimas energias. E essa vontade de alguma coisa que não se sabe ao certo o que é, passa a ter um nome: vontade de complicar.
Sim, ela é o típico exemplo da mulher indecisa. Que mergulha de cabeça. Que sonha. Que é ansiosa. Que quer sempre mais.
Os dias que antecederam seu domingo haviam sido dias de conquistas, simples e belas conquistas. Mas ela simplesmente as ignorava a procura de alguma possível falha deixada para trás.
Isso está errado!
O que vai acontecer daqui pra frente, daqui ha uma semana, daqui ha um mês, ou amanhã; é problema do futuro e não dela. Que insiste em estar sempre lá na frente... dela mesma.
Está na hora de aproveitar a sinceridade de uma nova paixão. E não de torná-la uma agústia revivida!
Falsas esperanças, só vêm junto com falsos sinais, ou falsas morais.
Quem tem a verdade inteirinha para consumir, uma verdade boa e gostosa, não precisa de falsas esperanças.
Complexo? Não, nem um pouco.
Vou explicar: Eu quero dizer, que as vezes temos tudo que precisamos e em vez de aproveitarmos o momento, ficamos catando os defeitos para evitar uma falha.
Falhas não devem ser evitadas. E defeitos, minha querida, existem em tudo neste mundo.
E eu digo, então, para essa mulher que passa o dia todo esperando um encontro e lembrando dos antigos, e a noite toda sonhando com o que ainda não aconteceu: Relaxa. Relaxa e viva.
Ela foi a prova de que só esquecemos um amor antigo quando nos permitimos sentir algum sentimento novo. Também foi a prova de que um "não" para alguém que merece um não, tem o mesmo efeito do que achar uma nota de cem perdida na bolsa. Melhor ainda, foi a prova de que as vezes descobrimos que certas pessoas nem eram tão especiais assim e nem esse "não" vão merecer. No lugar disso, elas merecem simplesmente serem ignoradas. E perceber isso, é a mesma sensação do que achar várias notas de cem emboladas numa bolsa.
Naquele domingo dramático ela estava cheia de notas de cem, e ainda assim sem animação.
É. Devemos ficar felizes pelas nossas conquistas. Comemorar uma nova fase.
E, dando continuidade a metáfora, sermos novas milionárias.
Aproveite o novo status em vez de recalcá-lo. O antigo só tem vez de novo na moda. Na vida, no amor, na rotina, o que vale é sempre o novo. Viva todos os dias como se fosse uma estréia!
Ela acorda e vê a chuva pela janela, carregando suas dúvidas e descarregando suas últimas energias. E essa vontade de alguma coisa que não se sabe ao certo o que é, passa a ter um nome: vontade de complicar.
Sim, ela é o típico exemplo da mulher indecisa. Que mergulha de cabeça. Que sonha. Que é ansiosa. Que quer sempre mais.
Os dias que antecederam seu domingo haviam sido dias de conquistas, simples e belas conquistas. Mas ela simplesmente as ignorava a procura de alguma possível falha deixada para trás.
Isso está errado!
O que vai acontecer daqui pra frente, daqui ha uma semana, daqui ha um mês, ou amanhã; é problema do futuro e não dela. Que insiste em estar sempre lá na frente... dela mesma.
Está na hora de aproveitar a sinceridade de uma nova paixão. E não de torná-la uma agústia revivida!
Falsas esperanças, só vêm junto com falsos sinais, ou falsas morais.
Quem tem a verdade inteirinha para consumir, uma verdade boa e gostosa, não precisa de falsas esperanças.
Complexo? Não, nem um pouco.
Vou explicar: Eu quero dizer, que as vezes temos tudo que precisamos e em vez de aproveitarmos o momento, ficamos catando os defeitos para evitar uma falha.
Falhas não devem ser evitadas. E defeitos, minha querida, existem em tudo neste mundo.
E eu digo, então, para essa mulher que passa o dia todo esperando um encontro e lembrando dos antigos, e a noite toda sonhando com o que ainda não aconteceu: Relaxa. Relaxa e viva.
Ela foi a prova de que só esquecemos um amor antigo quando nos permitimos sentir algum sentimento novo. Também foi a prova de que um "não" para alguém que merece um não, tem o mesmo efeito do que achar uma nota de cem perdida na bolsa. Melhor ainda, foi a prova de que as vezes descobrimos que certas pessoas nem eram tão especiais assim e nem esse "não" vão merecer. No lugar disso, elas merecem simplesmente serem ignoradas. E perceber isso, é a mesma sensação do que achar várias notas de cem emboladas numa bolsa.
Naquele domingo dramático ela estava cheia de notas de cem, e ainda assim sem animação.
É. Devemos ficar felizes pelas nossas conquistas. Comemorar uma nova fase.
E, dando continuidade a metáfora, sermos novas milionárias.
Aproveite o novo status em vez de recalcá-lo. O antigo só tem vez de novo na moda. Na vida, no amor, na rotina, o que vale é sempre o novo. Viva todos os dias como se fosse uma estréia!
domingo, 1 de maio de 2011
Despedida repentina
E um dia ele simplesmente não estava mais lá.
O coração não batia mais forte ao ouvir o nome dele
E nem fazia com que ela se sentisse quente e vermelha com a sua presença.
Ele simplesmente não habitava mais seu corpo e sua mente.
E se ainda habita, é quase despercebido
Pois, finalmente, cedeu lugar a um montão de novas sensações
e novas pessoas
Muito mais maravilhosas - se é que ele realmente já foi maravilhoso -
e intensas.
E é através de um texto pequeno e sutil
Que ela anuncia a sua partida
Que de dolorosa nada teve
para o seu coração.
O coração não batia mais forte ao ouvir o nome dele
E nem fazia com que ela se sentisse quente e vermelha com a sua presença.
Ele simplesmente não habitava mais seu corpo e sua mente.
E se ainda habita, é quase despercebido
Pois, finalmente, cedeu lugar a um montão de novas sensações
e novas pessoas
Muito mais maravilhosas - se é que ele realmente já foi maravilhoso -
e intensas.
E é através de um texto pequeno e sutil
Que ela anuncia a sua partida
Que de dolorosa nada teve
para o seu coração.
quarta-feira, 13 de abril de 2011
Reconstrução
Brilho nos olhos, brilho em todos os fios do cabelo.
Sorriso sincero, sem motivos, mas sincero.
É como se um ventilador a seguisse em todo o seu caminho
tornando o seu andar sensual e o balanço de seu cabelo perfeito.
Ela tomou o seu tempo pra se recolher e sofrer. Afinal, ninguém é de ferro.
E agora está ali, radiante e única.
E ela merece todos os elogios.
Afinal, quase ninguém é singular.
Sorriso sincero, sem motivos, mas sincero.
É como se um ventilador a seguisse em todo o seu caminho
tornando o seu andar sensual e o balanço de seu cabelo perfeito.
Ela tomou o seu tempo pra se recolher e sofrer. Afinal, ninguém é de ferro.
E agora está ali, radiante e única.
E ela merece todos os elogios.
Afinal, quase ninguém é singular.
Impulsividade
E no meio daquela noite
Eu te enchia de palavras sem sentido - O que chamam de papo furado
Só pra te manter ali.
Até que uma hora
Eu não consegui segurar a curiosidade
Daquele dia em que você me ligou de madrugada
E eu não atendi.
"O que você queria comigo, se estava com ela?"
Te pergunto, de uma só vez.
E sem receber uma resposta concreta
Eu grito que te amo
Te soco no estômago algumas vezes
E imploro pra que você vá embora
E não apareça nunca mais.
Você diz que não conseguiria me dizer adeus para sempre
E muito menos me largar ali
Perdida em dúvidas e em lágrimas
E não parava de me olhar.
E foi ai que nos abraçamos
E choramos
Pelo seu orgulho idiota
E nossos erros infantis
Até que você realmente virou as costas e se foi.
Voltou pra ela
E pra bem longe de mim.
Porque simplesmente não sumiu de vez? Para sempre?
Bem que você avisou.
Eu te enchia de palavras sem sentido - O que chamam de papo furado
Só pra te manter ali.
Até que uma hora
Eu não consegui segurar a curiosidade
Daquele dia em que você me ligou de madrugada
E eu não atendi.
"O que você queria comigo, se estava com ela?"
Te pergunto, de uma só vez.
E sem receber uma resposta concreta
Eu grito que te amo
Te soco no estômago algumas vezes
E imploro pra que você vá embora
E não apareça nunca mais.
Você diz que não conseguiria me dizer adeus para sempre
E muito menos me largar ali
Perdida em dúvidas e em lágrimas
E não parava de me olhar.
E foi ai que nos abraçamos
E choramos
Pelo seu orgulho idiota
E nossos erros infantis
Até que você realmente virou as costas e se foi.
Voltou pra ela
E pra bem longe de mim.
Porque simplesmente não sumiu de vez? Para sempre?
Bem que você avisou.
Minha Culpa
Eu já te abracei no frio da madrugada e deixei suas lágrimas da dor de uma perda rolarem pelo meu ombro. Já te tirei da chuva, embaixo de mais lágrimas que te afundavam na mesma dor, e consegui te arrancar um sorriso. Já escutei seus medos e esperei eles irem embora até o sono conseguir te embalar. Já te perdoei. E também já implorei pelo seu perdão. Implorei pois percebi o quanto eu gostava de você e tinha medo de te perder. Já suspirei enquanto você admirava minhas costas nuas com o carinho das suas mãos: "acho que estou gostando de você". E ouvir você concordar fez meu coração estalar de alívio. Mas, confesso, ele também estalava de insegurança. Aquilo tudo era muito pra mim. Muito e muito novo. E cada vez mais eu me envolvia na insegurança do meu sentimento.
E a culpa que carrego e agrego a você é a de ser seu anjo, seu porto seguro, e mesmo assim ter te ferido. Logo naquele momento em que jurei de olhos fechados, com você no meu colo, que a sua dor seria a minha dor; e que, assim, eu jamais te abandonaria.
Eu deveria saber o tamanho do seu orgulho. E dos seus limites. E eu sabia, mesmo assim te desafiei.
Acontece, que você sabia que eu não tinha limites com você. E me desafiou também.
E depois de tantas brigas e amores, você, a partir dali, me prendia totalmente ao mesmo tempo que me deixava. Já eu, passei a sonhar todas as noites com a sua volta, mas no fundo me matava numa ilusão de que você nunca mais iria voltar. E você voltou. Você sempre volta...
Só que dessa vez, depois de muito tempo, eu tinha conseguido te esquecer. E quis provar isso pra você e para todo mundo.
Ai é que foi o outro erro. Talvez o pior de todos: Eu me enganei.
Quis me mostrar independente. Mudada. Mulher. Crescida. E consegui.
Mas quem disse que você havia se apaixonado por esta pessoa? Não, você gostava era da outra versão de mim.
E quanto mais eu me tornava uma mulher casual na sua vida, que pouco se importava com nada. Menos valor você me dava e parecia se afastar.
E depois desta última recaída eu desabei. Chorei igual a uma criança com medo. Abracei meu travesseiro e não dormi a noite inteira, pensando em que pessoa péssima eu havia me tornado para você. Será que agora essa sou eu de verdade? Porque não pode ser tudo como era antes? E agora já era: minha imagem estava mudada. Eu já havia me entregado por inteiro.
Sim; você podia falar que eu era sua a hora que fosse, do jeito que fosse. E eu não poderia negar.
Mas quer saber? Porque eu me importo tanto em ser perfeita o tempo todo? Isso tá errado! Na verdade, depois dessa última volta eu já não sentia o mesmo por você. Na verdade, eu não sentia quase nada além de vontade de, justamente, te provar o quando eu era perfeita. E nesses tempo que passou - de textos escritos pra você e sonhos desperdiçados aguardando a sua volta - eu realmente cresci. E quer saber mais? Eu gostei de tudo que aprendi com essa nova mulher sem limites. Ela está longe de ser perfeita. Mas e daí? Essa não sou eu. Vou levar comigo apenas o que ela me ensinou de bom. Afinal, ninguém é perfeito e quanto mais tentamos ser, menos perfeição alcançamos.
Essa culpa toda tem que ir embora. Se sou realmente seu anjo, sua segurança; um dia você vai dar valor. E ME convencer disso. Porque a partir de agora, eu quero me convencer do contrário.
Enquanto estou aqui vomitando essas palavras, você provavelmente dorme tranquilo. E com a sua dor superada. Agora é hora de olhar pra frente e seguir minha vida. Quero voltar a dormir bem e me amar bem, do jeito que eu sou.
E a culpa que carrego e agrego a você é a de ser seu anjo, seu porto seguro, e mesmo assim ter te ferido. Logo naquele momento em que jurei de olhos fechados, com você no meu colo, que a sua dor seria a minha dor; e que, assim, eu jamais te abandonaria.
Eu deveria saber o tamanho do seu orgulho. E dos seus limites. E eu sabia, mesmo assim te desafiei.
Acontece, que você sabia que eu não tinha limites com você. E me desafiou também.
E depois de tantas brigas e amores, você, a partir dali, me prendia totalmente ao mesmo tempo que me deixava. Já eu, passei a sonhar todas as noites com a sua volta, mas no fundo me matava numa ilusão de que você nunca mais iria voltar. E você voltou. Você sempre volta...
Só que dessa vez, depois de muito tempo, eu tinha conseguido te esquecer. E quis provar isso pra você e para todo mundo.
Ai é que foi o outro erro. Talvez o pior de todos: Eu me enganei.
Quis me mostrar independente. Mudada. Mulher. Crescida. E consegui.
Mas quem disse que você havia se apaixonado por esta pessoa? Não, você gostava era da outra versão de mim.
E quanto mais eu me tornava uma mulher casual na sua vida, que pouco se importava com nada. Menos valor você me dava e parecia se afastar.
E depois desta última recaída eu desabei. Chorei igual a uma criança com medo. Abracei meu travesseiro e não dormi a noite inteira, pensando em que pessoa péssima eu havia me tornado para você. Será que agora essa sou eu de verdade? Porque não pode ser tudo como era antes? E agora já era: minha imagem estava mudada. Eu já havia me entregado por inteiro.
Sim; você podia falar que eu era sua a hora que fosse, do jeito que fosse. E eu não poderia negar.
Mas quer saber? Porque eu me importo tanto em ser perfeita o tempo todo? Isso tá errado! Na verdade, depois dessa última volta eu já não sentia o mesmo por você. Na verdade, eu não sentia quase nada além de vontade de, justamente, te provar o quando eu era perfeita. E nesses tempo que passou - de textos escritos pra você e sonhos desperdiçados aguardando a sua volta - eu realmente cresci. E quer saber mais? Eu gostei de tudo que aprendi com essa nova mulher sem limites. Ela está longe de ser perfeita. Mas e daí? Essa não sou eu. Vou levar comigo apenas o que ela me ensinou de bom. Afinal, ninguém é perfeito e quanto mais tentamos ser, menos perfeição alcançamos.
Essa culpa toda tem que ir embora. Se sou realmente seu anjo, sua segurança; um dia você vai dar valor. E ME convencer disso. Porque a partir de agora, eu quero me convencer do contrário.
Enquanto estou aqui vomitando essas palavras, você provavelmente dorme tranquilo. E com a sua dor superada. Agora é hora de olhar pra frente e seguir minha vida. Quero voltar a dormir bem e me amar bem, do jeito que eu sou.
segunda-feira, 4 de abril de 2011
Aviso Prévio
Ela está sendo avisada. Ele está sendo avisado.
E os dois se avisam o tempo todo e não conseguem reagir.
Dentro do carro, sentados, parados; se olham fixamente diante da notícia mais pesada que receberam juntos. E, o pior, que caiu como uma luva - eles não podem negar.
E ali mesmo, sem cinto de segurança, que poderia defendê-los do medo do futuro ou da saudade do passado, conseguiam se alcançar - e se encontrar - em intermináveis beijos e lágrimas. E aquele abraço forte depois de toda essa carícia, não vinha mais com o "eu te amo, vamos tentar mais uma vez" como sempre acontecia.
Agora, com os cintos apertados - corações apertados - eles seguem de volta pra casa.
Juntos.
Separados.
Juntos ou separados?
Juntos por causa de um carro que anda devagar com medo de chegar rápido demais no destino que já é esperado.
E separados por um turbilhão de palavras jogado em cima dos dois; que significava na concordância do tal destino esperado.
E durante o caminho
Longo
Vazio
Chuvoso
Escuro
Massacrante
Outros turbilhões de palavras estavam ali. Só que dentro de cada um.
O carro parou, as lágrimas já habiam secado.
Estava tudo tranquilo, mas parecia tudo muito certo e errado. Era literalmente um paradoxo sem fim.
Ela então se levanta e bate a porta...
Olhando pra baixo, pra trás, pros lados.
Ela insiste no medo de olhar pra frente.
Já ele, segue com seu carro.
O aviso está dado
Mas sem data certa
Sem hora marcada.
A angústia de viver numa indecisão tão certa e decidida cabe apenas aos dois
Medrosos e covardes
Que não são capazes
de matar um amor sem fim - E quem é?
E nesse dilema
Que dessa vez não é clichê,
ela se depara com outros diversos caminhos até seu destino tão certo.
Caminhos que não são tão cruéis.
Cabe a ela tomar coragem de olhar pra frente e seguir.
cabe a ele tomar coragem de deixá-la seguir.
E quem sabe, assim, não descobrem o que tanto procuram?
Ninguém sabe. Muito menos eles.
E os dois se avisam o tempo todo e não conseguem reagir.
Dentro do carro, sentados, parados; se olham fixamente diante da notícia mais pesada que receberam juntos. E, o pior, que caiu como uma luva - eles não podem negar.
E ali mesmo, sem cinto de segurança, que poderia defendê-los do medo do futuro ou da saudade do passado, conseguiam se alcançar - e se encontrar - em intermináveis beijos e lágrimas. E aquele abraço forte depois de toda essa carícia, não vinha mais com o "eu te amo, vamos tentar mais uma vez" como sempre acontecia.
Agora, com os cintos apertados - corações apertados - eles seguem de volta pra casa.
Juntos.
Separados.
Juntos ou separados?
Juntos por causa de um carro que anda devagar com medo de chegar rápido demais no destino que já é esperado.
E separados por um turbilhão de palavras jogado em cima dos dois; que significava na concordância do tal destino esperado.
E durante o caminho
Longo
Vazio
Chuvoso
Escuro
Massacrante
Outros turbilhões de palavras estavam ali. Só que dentro de cada um.
O carro parou, as lágrimas já habiam secado.
Estava tudo tranquilo, mas parecia tudo muito certo e errado. Era literalmente um paradoxo sem fim.
Ela então se levanta e bate a porta...
Olhando pra baixo, pra trás, pros lados.
Ela insiste no medo de olhar pra frente.
Já ele, segue com seu carro.
O aviso está dado
Mas sem data certa
Sem hora marcada.
A angústia de viver numa indecisão tão certa e decidida cabe apenas aos dois
Medrosos e covardes
Que não são capazes
de matar um amor sem fim - E quem é?
E nesse dilema
Que dessa vez não é clichê,
ela se depara com outros diversos caminhos até seu destino tão certo.
Caminhos que não são tão cruéis.
Cabe a ela tomar coragem de olhar pra frente e seguir.
cabe a ele tomar coragem de deixá-la seguir.
E quem sabe, assim, não descobrem o que tanto procuram?
Ninguém sabe. Muito menos eles.
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