quarta-feira, 23 de março de 2011

Não Mais

No fim de um caderno
No escuro do quarto
No meio da madrugada
No ócio do silêncio.

No começo de uma página
Na sobriedade de mim mesma
No final de uma ilusão
No auge do desencontro
Ocorreu o encontro

E ali mesmo desencantou.
O show acabou.

A vida tá lá fora
Então, pára, por favor
De me acordar
De me agoniar
De me traumatizar.

Seus pesadelos, meus pesadelos
Não me assustam mais.

Meu ponto de vista, meu ponto final.

Porque sempre antes de sair a noite com as minhas amigas eu fico imaginando como vai ser se você for? Essa incerteza complexa sempre me prende em dúvidas e angonias...
E quando eu saio de casa: linda, cheirosa e confiante; te procuro, mesmo sem te procurar, toda hora. E pior: te acho, mesmo sem te achar, em várias pessoas.
E do nada você chega. É como se fosse uma parada cardíaca. Meu coraçao acelera e depois desacelera, fazendo uma dorzinha interessante em forma de arrepio. E eu já não sei mais porque estou sorrindo se eu estava chateada com você. Aliás, eu estava chateada com você porque...?
E mesmo tendo certeza de que estou linda e cheirosa, a minha insegurança repetina faz com que eu cheque mil vezes, antes de nos esbarrarmos, se estou realmente nestas condições.
E ai você me vê.
Fudeu.
Tento fingir que só você viu - Tudo bem, afinal eu não uso óculos na boate, posso por a culpa neles e dizer que não te reconheci - mas, calma, você sabe que eu só uso óculos porque me acho sexy com eles, na verdade tenho 0,25 de grau. Ou então não, você nem prestou atenção quando eu te contei isso. Melhor ainda: me explicar pra que?

O que importa é que eu me enrolo; Sempre me enrolo quando te vejo.
Desajeitada e envolvida por sentimentos estranhos e uma atração física bizarra; eu te comprimento.
Aqueles segundos em que tenho certeza que você está me olhando, me reparando e me desejando são tão maravilhosos... Depois deles já não importa mais o meu estado.
Me passe uma dose de vodka, por favor.

E então, do nada, eu me transformo em uma louca apaixonada, em uma tarada sem limites; e não só esqueço do porquê estava chateada com você, como também esqueço de tudo que já foi ruim.
Eu só quero você. Eu só quero m-u-i-t-o você!

Depois que nosso caso voltou casualmente, os assuntos longos sobre nossas famílias, vidas e todo o clichê que pessoas com intimidade utilizam, foram diminuindo. Ah, lembrei! Esse é um motivo de estar chateada com você: Ultimamente não conversamos mais. Nossa, realmente... Você nunca mais me perguntou como eu estava. Como minha cachorra estava. Como ia a faculdade ou o que eu estava pensando naquela hora. Ultimamente você só queria tirar a minha roupa. E eu queria despir não só o seu corpo - mesmo mentindo para mim mesma que era só isso que eu queria. É, esse é definitivamente um motivo; e dos bons! Então, calma. "Vou chegar pra lá e esquecer dele hoje". Afinal, não preciso disso. Sou maior. Sou melhor. Tem vários aqui que me querem. Sexo? Ah, quem já não teve por tanto tempo aguenta mais um pouco até achar outro alguém.
Eita, mentira... Mais uma dose?

Ok. Já estou mais do que alegre e as músicas que estão tocando me tiram do sério. Cada uma me lembra você de um jeito, ou o que eu quero fazer com você - e te espancar está valendo também. E eu lembro dos outros motivos; lembro de antigamente; lembro de tudo.
E ai fudeu mais ainda: Eu quero esquecer. Não você, mas meus motivos que me impedem de te querer.
E esse efeito de droga, de falta de resistência e não raciocínio que você me causa é uma merda. Eu quero me livrar de tudo isso junto, mas antes quero ter certeza de que não vou sofrer mais ainda sem isso tudo.

E lá estamos nós conversando, brigando e rindo; do jeito que a gente gosta. E entre beijos e suspiros, se passam pensamentos pela minha cabeça.
Eu já sei como isso vai acabar... Mais uma vez vamos estar juntos numa sincronia perfeita, como numa ópera (ou num funk, porquê não?). E mais uma vez eu vou virar os olhos, jogar os cabelos molhados pro lado e cair de quatro pra você. Mais uma vez vou falar coisas obcenas, fazer tudo, fazer aquela cara que você pede pra eu não fazer quando não vai poder me agarrar ali mesmo. Mais uma vez vou cochichar meus sentimentos, te dizer e demonstrar o quanto eu gosto de você, e só de você. E nesse hit que sei de cor, mas que com certeza não é rotina, você desafina. E me decepciona, mais uma vez.

Perai. NÃO, chega.

Te empurro pra trás, na boate. "Você não vale nada!". Ouviu? "Nem um centavo!". É você que não vale nada. Que não tem coragem de assumir o que pensa ou de pensar o que sente. Que julga todas as mulheres com quem se envolve. Que tem medo de se envolver. Que eu já mahuquei sim, mas que já me criou traumas e pesadelos. É você, e não eu, que faz tudo isso sem motivos e não respeita os meus. Aliás, você nem deve acreditar em muita coisa. A desilusão maior, da vida, provavelmente é sua. A minha ilusão se resume a uma pessoa. Uma pessoa que já foi boa e ruim e me ensinou muito, agora já não me acrescenta em nada: Você.

Meu problema não é com os homens, é o seu excesso de masculinidade. Meu vício não é em cafajeste, é na culpa que você agregou em mim. Meu vício, meu mal. Que estão caindo no chão junto a você depois do meu empurrão.
E lá mesmo eu consigo te deixar.
Não me preocupo mais com a sua saúde ou com o seu emocional. Não é mais problema meu a partir dali.
E quando eu me virar, pode olhar pela última vez a minha cara de safada - que faço questão de fazer - e pensar que nunca mais vai ter ela pra você...
E nem tempo deu pra fazermos todas as loucuras que eu queria. Dá até vontade de rir nesse momento. O coitado é você que está ai no chão e vai perder tudo aquilo que está bem aqui no topo, no alto: EU.
Me submeti a todos os status que uma mulher viciada pode se submeter. E você desacreditou. Tentei de todas as formas. Te dei amor mesmo sem te amar e te amei mesmo sem ser correspondida. Desculpa, mas eu fui foda com você. Reconheça ou não. Eu sou superior, sempre fui, mas só hoje eu percebi.
Bom, é isso...Tchau. Esse é o final que eu escolhi. Meu ponto final. A cena pode não ter sido essa, mas é essa a minha moral.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Renascer

Pra que mentir dizendo que não ligo?
Pra que inventar mil histórias na minha cabeça, se sei que nunca sairão de lá?
Já não basta falar alto, gritar
Planejar estratégias de fugas de mim mesma,
fortalecendo este tão ingrato escudo.
Até quando o prazer momentaneo vai tomar conta das minhas açoes
deixando de lado meu amor próprio, meu próprio amor?
Quanto tempo mais irá levar pra curar
a ferida que já cicatrizou?
Preciso de uma substituiçao
preciso me satisfazer.
Eu quero tudo que sinto ao seu lado
E não necessariamente com voce.
Ah, seria tão fácil
transformar palavras em açoes
pensamentos em razoes
E deixar de te querer.
Isso tudo depende muito de mim
que com a ajuda da sua indiferença
me mato aos pouquinhos sem morrer de vez
pra algum dia
em algum momento
renascer pra outro amor.

Vida breve, vida imensa

Chega a ser futilidade
sofrer por um amor mal terminado
ou um desamor mal desejado.
Chega a ser covardia
reclamar que não se pode ter tudo
quando na verdade não se precisa realmente de quase nada
para ter uma vida simplesmente feliz.
E essa vida tão frágil, tão bela
se vai, nem sempre tão rápido, mas sempre de repente...
E são nessas horas
e somente nessas, infelizmente
que aprendemos a mesma liçao:
Viver requer apenas de coraçao.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Sonho

Sentimento estranho de ausência...
Me sinto incompleta quando acordo e lembro do que sonhei.
Será que foi um aviso? Uma visita?
Ou será apenas que foi meu inconsiente, mais uma vez, lembrando que vc está por aqui?
Não sei o que acontece, mas é sempre na mesma época...
É como se eu valorizasse ainda mais as amizades
a minha vida
a minha família.
E quando me vejo sozinha, desligada de tudo e de todos
Sinto um apertozinho no coraçao.
Quero aproveitar até a última gota,
ser a última a ir embora,
e levar sorriso e alegria.
Tenho a sensaçao de ter que ajudar como posso
E me ajudar como devo
quando lembro de voce.
E quando o vento soprar bem forte
fazendo as árvores se moverem
Eu vou fechar os olhos e sorrir.
Pode ter certeza.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

T r a n s b o r d a n d o . . .

Transbordando de ansiedade eu confesso que não sei pelo que anseio.
Já não choro mais por desespero
E nem gargalho de nervoso.
Estou lotada
Esgotada
Cansada.
Quero abusar da tranquilidade que me visita
e convidá-la para ficar.
Dar adeus à esperança desmentida
E finalmente me libertar.
Eu quero transbordar de alegria
de paz
de energia.
E a ansiedade por tudo isso está louca para acabar.

sábado, 22 de janeiro de 2011

Solidão "a dois"

E eu me pego mais uma vez deitada
com as nossas pernas etrelaçadas
E o meu coraçao estalando.
De novo eu fui sua
Sem você ser meu.
E de novo eu continuei acordada
E você adormeceu.
Entre quatro paredes
De um falso céu de falsas estrelas
Ou em qualquer lugar
A história é a mesma
sem pé nem cabeça
Sem sentido nem moral
De um sentimento que no mínimo não é normal.
E quando o momento acaba e você vai embora
Eu nunca sei se é pra sempre ou pra mais tarde
Só sei que sempre demora.
Dias vem e vão
Pessoas passam pela minha vida
E por mais que o mundo gire tanto e tão rápido
Eu acabo sempre em seus braços.
Nào é saudável ser somente sua
sem te ter completamente pra mim.
Mas será que eu aguento
a falta que faria o seu sorriso sorrindo pro meu?

E me pego mais uma vez indo dormir
Sozinha, pequena
na minha cama tão grande
Que me faz lembrar de você.
E ai eu questiono se realmente vale a pena
entrelaçar as pernas somente as vezes
Se quando eu realmente te quero e preciso da sua companhia
Não sei nem onde te procurar, muito menos se vc me atenderia.
Não dá pra lutar sozinha
Se nem eu mesma sei pelo quê.
Uma história de amor só é possível com dois coraçoes
Um relacionamento casual só é possivel sem nenhum envolvimento
Será que existe um meio termo?
Com você não existe tudo ou nada.
É sempre tudoounada. Tudo junto. Ao mesmo tempo.
E nenhum de nós consegue optar por um dos extremos
E Enquanto isso eu mando a vontade, o desejo e o tesão
irem embora pra bem longe com a fumaça da noite
Desta noite tão cheia de solidão.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Minha cordinha

Penduraram uma cordinha no meu coracao
cada dia que passa colocam na ponta dela um peso quase sem peso
Mas que objetiva me arrastar direto ao chão.
De vez enquando a corda balança, e o peso pesa; machucando.
Quanto mais o tempo passa
mais pesado meu corpo fica
e é puxado para o chão.
Mas eu tenho uma tesoura mágica
e com ela corto as pontas da cordinha sempre que essa dor me faz chorar.
Minha vontade era cortar todos os pesos de uma vez, pra sempre.
E assim, com essa dor, acabar.
Mas será que desse jeito eu daria valor a ser leve
E notaria a importancia de poder flutuar?
Espero que essa cordinha tenha um motivo muito bom
Pra que um dia eu nao a esqueca de cortar.

sábado, 18 de dezembro de 2010

Bagagem natural

“Meu passado me condena”. Essa é velha. Mas me condena mesmo, e daí? Se eu pudesse mudá-lo, não o mudaria por inteiro. Foi divertido na hora certa e foi certo na hora divertida. As conseqüências de tudo isso, hoje em dia, podem não ser nem tão certas e nem tão divertidas assim, mas com certeza fazem sentido dentro de mim. E principalmente: me tornam quem eu me orgulho de ser.
Não posso mudar o que já aconteceu. Não inventaram ainda um ser humano com um botão de “review” e “delet”. E não inventaram justamente porque isso é o mais incrível das pessoas: Suas histórias, superações e mudanças.
Todo mundo vem com bagagem. E não adianta mentir dizendo que as suas são 100% boas. Agora, cabe a você mesmo decidir quem vai te ajudar a carregá-las.
Tem que ser alguém de confiança. Alguém que seria incapaz de roubá-las, de aumentá-las ou de simplesmente jogar todas elas em cima de você; te fazendo sufocar em si mesmo.
É complicado.
Mas geralmente quem não acredita no perdão ou na mudança, não se perdoou por alguma coisa ou então desacredita em suas próprias capacidades. Gente fraca; pequena. Mas estão por aí. E você provavelmente alguma vez na vida vai estar nas mãos de uma delas.
Mas é isso. Meu passado pode até me condenar pra alguns... Mas certamente inveja muitos e me traz muitas lições.
Se você não quiser me ajudar com a minha bagagem e não se sentir confortável o suficiente pra fingir que elas não existem e não se envolver comigo: eu peço, por favor, que se retire já de uma vez por todas. Da minha vida, enfim.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Comodismo sem fim

Eu quero inovar...
Sentir tudo que há pra sentir
Exagerar nas palavras
nos atos
nas confissões.
Quero me desprender de mim mesma
E me permitir prender em alguém.
Quero que meu vestido favorito nao seja mais aquele com a marca do meu corpo
Quero um cheiro novo. Um perfume inventado.
Nao quero mais usar relógio e nem esperar alguém me ligar.
Eu quero fazer acontecer.
Quero aprender a abrir os olhos
E enxergar a minha volta.
Quero parar de girar
E acabar sempre em você.
Aliás, eu quero... ah, como eu quero, querer tudo isso
E ter força de vontade pra fazer acontecer.